No contexto atual da Venezuela, o decreto de Estado de Conmoción exterior publicado em 5 de janeiro de 2026, marca um ponto crucial na política do país.
A declaração da Plataforma Unitaria sobre a nova Assembleia Nacional como ilegítima, somada às tensões entre o governo dos EUA e o regime chavista, cria um cenário instável.
Esse artigo irá explorar as principais reações políticas, incluindo os apelos por libertação de líderes opositores, a situação dos venezuelanos no exterior e a resposta da comunidade internacional, em um momento decisivo na história contemporânea da Venezuela.
Contexto Geral do Decreto de Estado de Conmoción Exterior
Em 5 de janeiro de 2026, o decreto de Estado de Conmoción Exterior foi publicado na Gaceta Oficial Extraordinária Nº 6.954, sinalizando uma mudança notável no cenário político da Venezuela.
Este decreto, segundo informações do comunicado oficial da Venezuela, foi emitido em resposta a pressões externas e tensões internas, resultando em reações variadas nacional e internacionalmente.
A Plataforma Unitaria rapidamente declarou a nova Assembleia Nacional como ilegítima, alegando que “o regime se a adjudicou”.
Enquanto isso, sinais de reaproximação diplomática emergem, com os EUA preparando a possível reabertura de sua embaixada em Caracas.
Paralelamente, os chavistas exigem a libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores, enquanto os opositores pedem o fim da criminalização da dissidência.
Em um cenário internacional, a intervenção dos EUA foi discutida, com o Conselho de Segurança da ONU rejeitando-a e o presidente do Chile reiterando sua posição sobre venezuelanos irregulares.
- Publicação do decreto na Gaceta Oficial
- Contestação da nova AN
- Diálogo EUA e Venezuela
Plataforma Unitaria e a Legitimidade da Nova Assembleia Nacional
A Plataforma Unitaria classificou a recém-instalada Assembleia Nacional como ilegítima, alegando que o governo venezuelano promoveu uma apropriação do órgão legislativo.
A coalizão enfatiza que “o regime se a adjudicou”, ressaltando a desconfiança que envolve o processo eleitoral e intensifica a crise de representatividade no país.
Esse movimento ocorre em meio a tensões entre a nova Assembleia e as nações que se recusam a reconhecer sua legitimidade.
De acordo com alguns relatórios, a Assembleia Nacional, sob controle chavista, enfrenta rejeição tanto interna quanto externa, com forte pressão internacional para encontrar soluções pacíficas e mediar o conflito político sem interferências externas.
O Brasil, Chile e outras nações latino-americanas destacaram a necessidade de diálogo e negociação, rejeitando ações militares na crise venezuelana.
Reaproximação Diplomática dos EUA: Preparativos para Reabrir a Embaixada em Caracas
O governo dos EUA está se movendo em direção à reabertura da embaixada em Caracas, o que representa um passo significativo na diplomacia regional.
Após anos de relações tensas, a decisão simboliza uma nova abordagem estratégica por parte dos Estados Unidos.
Para garantir uma transição suave, é essencial completar algumas etapas importantes.
Primeiramente, conduzir uma análise de segurança completa para a equipe diplomática é crítico para proteger os funcionários no terreno.
Em seguida, iniciar negociações preliminares com as autoridades venezuelanas estabelece o tom para uma cooperação futura.
- Análise de segurança para equipe diplomática
- Negociações preliminares com autoridades venezuelanas
- Definição de cronograma e recursos logísticos
- Coordenação com aliados regionais
- Avaliação das possíveis repercussões internas e externas
Essas etapas são fundamentais para o sucesso da reabertura.
Paralelamente, coordenações com aliados regionais promovem uma resposta unificada a quaisquer desafios que possam surgir.
A iniciativa também exige uma avaliação rigorosa sobre as possíveis repercussões, tanto internas como externas.
Mobilização Chavista pela Libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores
Os chavistas se mantém firmes nas ruas de Caracas exigindo a libertação imediata de Nicolás Maduro e Cilia Flores, uma causa que continua a ganhar força e apoio internacional.
Com a mobilização de seguidores fervorosos, o movimento busca chamar a atenção para o que consideram uma injustiça flagrante perpetuada contra as principais lideranças do país.
A pressão exercida nas ruas, somada aos apelos de países aliados como a China e seus parceiros, não apenas destaca o apoio internacional mas também mostra o contexto político global em que esta disputa ocorre.
Como disse um manifestante, expressando o sentimento compartilhado,
“A prisão de nossos líderes evidencia o caráter opressor dos adversários”
.
Essa forte mobilização não é apenas um ato de defesa de líderes mas também sublinha o simbolismo de Maduro e Flores dentro do movimento e a crescente tensão nas instituições nacionais.
Apelo Opositor pelo Fim da Criminalização da Dissidência
Deputados opositores continuam a pressionar pelo encerramento da criminalização da dissidência na Venezuela, destacando que leis foram manipuladas para sufocar as vozes opositoras.
Tal prática, conforme alegam, não apenas infringe os princípios dos direitos humanos, mas também atinge diretamente as bases da democracia, deteriorando a confiança institucional.
A Plataforma Unitaria, por exemplo, manifestou sua posição ao declarar a Assembleia Nacional ilegítima, argumentando que o regime se apropriou indevidamente da autoridade governamental, conforme relatado em um artigo da O Globo.
Esta situação, destacam os opositores, exige ações concretas para restaurar um ambiente no qual debates críticos e divergências possam florescer sem repressão ou medo de retaliação.
A ONU também participou, rejeitando intervenções estrangeiras e solicitando mediação para uma saída pacífica, como mencionado em uma reportagem da BBC BBC report.
O papel dos direitos garantidos e os apelos contínuos amplificam a urgência de mudar a atual conjuntura autoritária e restabelecer o diálogo construtivo no cenário venezuelano.
Audiência de Nicolás Maduro e Cilia Flores nos EUA em 17 de Março
No próximo dia 17 de março, Nicolás Maduro e Cilia Flores estarão novamente em um tribunal dos Estados Unidos para enfrentar acusações de tráfico de drogas.
Este comparecimento ocorre em meio a uma delicada situação política na Venezuela, onde a nova Assembleia Nacional foi declarada ilegítima pela Plataforma Unitaria.
Além disso, suas defesas alegam que ambos são “prisioneiros de guerra”, conforme relatado em uma notícia no G1.
Enquanto isso, no cenário internacional, a tensão aumenta com os Estados Unidos considerando a reabertura de sua embaixada em Caracas.
A posição do Conselho de Segurança da ONU contra a intervenção americana destaca a necessidade de uma mediação eficaz na crise.
A expectativa é de que a audiência traga desdobramentos significativos para todo o hemisfério ocidental.
ONU Rechaça Intervenção dos EUA e Posição do Chile sobre Venezuelanos Irregulares
O Conselho de Segurança da ONU recentemente rejeitou a proposta de intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, o que trouxe um alívio aos que acreditam na importância do respeito à soberania e na necessidade de soluções diplomáticas.
A decisão evidencia o apelo internacional por uma abordagem mediada e pacífica, evitando o agravamento das tensões na região.
Sob o pano de fundo desse cenário político delicado, diversos países se posicionaram contra ações unilaterais que poderiam desestabilizar ainda mais a Venezuela [entenda mais sobre a intervenção].
Paralelamente, no Chile, o presidente Kast reiterou um chamado aos venezuelanos irregulares que vivem no país, recomendando que eles considerem deixar o território chileno e busquem participar ativamente do cenário político de seu país de origem, ou ainda explorem a possibilidade de disputarem cargos políticos a partir do exterior.
Essa postura reforça a política de ordem e imigração que Kast vem sustentando durante seu mandato [confira a notícia completa].
| Entidade/Ator | Posição Resumida |
|---|---|
| ONU | Defesa da mediação diplomática e respeito à soberania |
| Presidente do Chile Kast | Solicita saída de venezuelanos irregulares e candidatura fora do país |
Em resumo, a Venezuela enfrenta um momento crítico que requer atenção global.
A complexidade da situação política, social e internacional continua a evoluir, destacando a necessidade de uma solução pacífica e duradoura para os desafios enfrentados pelo país.