Superávit Com Um Saldo De 68,3 Bilhões

A balança comercial brasileira teve um superávit comercial de US$ 68,3 bilhões em 2025, mas essa cifra representa uma queda de 7,9% em comparação ao ano anterior, o que marca o menor superávit em três anos.

Neste artigo, iremos explorar as principais razões para essa diminuição, analisando o desempenho das exportações para os EUA, o aumento nas exportações totais e importações, o impacto do tarifaço nas exportações brasileiras e o crescimento das exportações para mercados como China, Mercosul e Europa.

Também discutiremos as expectativas do governo para a recuperação da balança comercial em 2026.

Superávit de 2025: Menor Resultado em Três Anos

Em 2025, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 68,3 bilhões, um resultado que foi 7,9% inferior ao do ano anterior, caracterizando-se como o menor saldo positivo nos últimos três anos.

Esta redução reflete os desafios que o Brasil enfrentou no comércio exterior, em parte devido ao impacto do tarifaço iniciado em abril de 2025, que influenciou significativamente as exportações.

Apesar desse cenário desfavorável, o Brasil conseguiu aumentar suas exportações totais em 6,7%, somando US$ 349 bilhões.

O déficit comercial com os Estados Unidos disparou, enquanto as exportações para a China, Mercosul e Europa experimentaram crescimento, compensando parcialmente a balança.

Esse contexto faz com que o superávit, mesmo diminuído, demonstre a resiliência da pauta exportadora brasileira, que ainda se mostra competitiva em outros mercados internacionais.

Portanto, apesar das adversidades, a expectativa é de que haja uma recuperação futura no comércio internacional do País.

Déficit Recorde com os Estados Unidos

A redução das exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025 foi notável, com um declínio de 6,6%, passando de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões.

Este recuo ocorreu em grande parte devido ao impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que pressionou o superávit brasileiro, conforme destacou a UOL Notícias.

Consequentemente, formou-se um déficit comercial de US$ 7,53 bilhões com os americanos, um aumento expressivo de quase 2900% em relação ao ano anterior, quando o déficit foi de apenas US$ 284 milhões.

Essa variação drástica ressalta tanto o impacto das políticas comerciais externas quanto a necessidade de buscar novos mercados para equilibrar as perdas econômicas, evidenciando os desafios que o Brasil enfrenta na manutenção do superávit comercial em cenários de incertezas tarifárias.

Crescimento de Exportações e Importações Totais

Em 2025, o comércio exterior brasileiro alcançou novos patamares com exportações totais chegando a US$ 348,7 bilhões, marcando um crescimento de 3,9% na média diária em comparação com o ano anterior.

Paralelamente, as importações testemunharam um aumento ainda mais acentuado, atingindo US$ 280,4 bilhões, o que representa um crescimento de 7,1%.

Essa diferença no ritmo de crescimento entre exportações e importações reflete os desafios enfrentados pelo país, especialmente no que diz respeito ao saldo comercial.

A aplicação do tarifaço pelos Estados Unidos a partir de abril de 2025 teve um impacto significativo, embora o aumento das exportações para a China e outros mercados tenha compensado parcialmente esse efeito adverso.

  • Exportações: US$ 348,7 bi (+3,9%)
  • Importações: US$ 280,4 bi (+7,1%)

A diversificação de mercados se tornou crucial para mitigar os impactos das barreiras comerciais dos EUA e maximizar as oportunidades de crescimento em escala global.

O Brasil registrou um superávit comercial, porém, o mais baixo em três anos, reforçando a necessidade de estratégias eficazes para sustentar e expandir seu papel no comércio internacional.

Impacto do Tarifaço Iniciado em Abril

O tarifaço implementado em abril de 2025 pelos Estados Unidos teve um impacto significativo nas exportações brasileiras.

A medida elevou em 50% as tarifas de diversos produtos, conforme descrito em esta análise, influenciando negativamente o comércio entre os dois países.

Assim, as exportações brasileiras para os EUA caíram acentuadamente para US$ 37,72 bilhões, conforme relatado em estatísticas anuais.

Contudo, mercados alternativos emergiram como salvaguardas.

A China, por exemplo, aumentou suas importações em 6%, enquanto o Mercosul e a Europa expandiram suas compranças em 26,6% e 6,2%, respectivamente.

Segundo autoridades brasileiras, “a diversificação de mercados foi essencial para mitigar o impacto das tarifas impostas pelos EUA”.

Esta estratégia se mostrou crucial, conforme discutido em revisões econômicas, e ajudou a evitar um colapso ainda maior nas relações comerciais.

Avanço nas Vendas para China, Mercosul e Europa

O ano de 2025 foi marcante para as exportações brasileiras, com aumento significativo nas vendas para mercados chave, sustentando o superávit comercial do país.

Apesar das dificuldades impostas por barreiras tarifárias, o Brasil conseguiu alavancar suas exportações para China, Mercosul e Europa, reforçando a importância da diversificação de mercados.

A seguir, apresentamos as variações nas exportações para cada um desses mercados:

Mercado Variação 2025
China +6%
Mercosul +26,6%
Europa +6,2%

Esse aumento expressivo para o Mercosul, que atingiu +26,6%, foi impulsionado pelo fortalecimento das parcerias regionais.

Enquanto isso, as exportações para a China cresceram +6%, com soja e carne bovina desempenhando papéis cruciais.

Já para a Europa, o crescimento de +6,2% reforçou os laços comerciais existentes.

Esses dados destacam como a ampliação dos destinos de exportação se mostrou estratégica para mitigar impactos negativos de tensões comerciais e manter a balança comercial positiva.

Projeções Otimistas para 2026

As projeções para 2026 apontam um otimismo crescente no governo brasileiro em relação à balança comercial.

Após um ano de desafios, impulsionados por fatores externos como o tarifaço dos EUA, o Brasil agora mira uma recuperação significativa.

As estimativas indicam um saldo comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, conforme divulgado por fontes do Reuters.

Essa perspectiva posiciona o Brasil como um protagonista mais forte no cenário internacional.

As exportações devem se situar entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações variam de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões.

A expansão para mercados como a China, Mercosul e Europa promoveu aumentos que compensaram parcialmente a queda nas vendas para os EUA.

Portanto, há esperança de que a balança comercial se fortaleça, apoiando o crescimento econômico e a estabilidade no próximo ano.

Em suma, o superávit comercial brasileiro em 2025 evidenciou uma série de desafios e mudanças no cenário internacional.

As expectativas do governo para 2026 são otimistas, na esperança de uma recuperação significativa na balança comercial.

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