A inadimplência no rotativo do cartão de crédito é um tema que merece atenção, especialmente considerando os dados alarmantes de dezembro de 2025, quando atingiu 64,7%.
Mesmo com uma taxa de desemprego de 5,6% e um crescimento da renda média real de 5,7%, as famílias brasileiras enfrentam dificuldades financeiras.
Este artigo analisará o impacto do aumento da renda, o uso crescente do cartão como extensão do salário, as dificuldades no equilíbrio orçamentário, e as desigualdades nas taxas de emprego.
Além disso, exploraremos as consequências dos altos juros no crédito rotativo e as projeções econômicas para 2026.
Contexto Econômico do Brasil em 2025: Desemprego e Renda
Em 2025, o Brasil vivenciou um cenário econômico peculiar, com uma taxa de desemprego de 5,6%, a mais baixa desde o início da série histórica, conforme relatado pelo IBGE.
Esse dado é um reflexo de um mercado de trabalho aquecido, que trouxe melhorias na renda das famílias.
Além disso, a renda média real teve um aumento de 5,7%, alcançando R$ 3.560, o que possibilitou a ampliação do poder de compra de muitas pessoas.
Entretanto, esse aumento de renda veio acompanhado de um crescimento nos limites de crédito, levando as famílias a utilizarem o cartão de crédito como uma extensão de seus salários.
Isso culminou em um aumento na inadimplência do rotativo do cartão de crédito, que atingiu alarmantes 64,7% em dezembro.
Assim, mesmo com uma economia aquecida e melhora na renda, muitos brasileiros ainda enfrentaram desafios financeiros, evidenciando a complexidade do cenário econômico atual.
Limites de Crédito e Cartão de Crédito como Extensão do Salário
O aumento da renda média em 2025 levou a um significativo incremento nos limites de crédito dos brasileiros.
Com maior poder de compra, as famílias passaram a usar o cartão de crédito como uma extensão do salário, especialmente em tempos de aperto econômico.
Isso se traduz em maior vulnerabilidade financeira, pois, ao tratar o crédito como rendimento, as famílias frequentemente passam a viver além de suas possibilidades.
- Custo elevado do crédito rotativo afeta a saúde financeira
- Aumento do endividamento familiar devido ao uso irresponsável
- Risco de desequilíbrio orçamentário mensal
- Tensão psicológica contínua pelo acúmulo de dívidas
O uso excessivo do crédito resulta em uma carga crescente de dívidas, dado que os juros do crédito rotativo permanecem altos.
Ao falhar em controlar os gastos, muitos acabam presos em um círculo vicioso de inadimplência.
As famílias enfrentam dificuldades para balancear suas despesas mensais devido ao peso das obrigações financeiras, mesmo quando a renda nominal parece ter aumentado.
Portanto, compreender essa dinâmica é vital para evitar comprometer o orçamento familiar e, assim, buscar uma solução viável para mitigar impactos futuros.
Custo de Vida em Alta e Desigualdade na Recuperação do Emprego
Em 2025, o aumento do custo de vida se tornou uma preocupação crescente, pressionando o orçamento das famílias brasileiras.
Apesar de uma taxa de desemprego de 5,6% e uma ligeira melhora na renda média real, a recuperação no mercado de trabalho foi desigual, beneficiando principalmente os grupos financeiros mais favorecidos.
As famílias mais pobres enfrentam desafios significativos, com a inflação pressionando os preços de itens essenciais, o que agrava ainda mais a desigualdade social.
Aumento do Custo de Itens Essenciais
Em 2025, a inflação pressionou fortemente as famílias de baixa renda no Brasil, impactando itens essenciais como alimentos, energia elétrica e transporte.
O relatório do IBGE destacou a energia elétrica como a principal vilã, com um aumento expressivo de 12,31%, impactando de maneira decisiva o custo de vida
A situação alimentar, apesar de menos drástica, ainda apresentou um aumento de 2,95%, segundo o IBGE Este aumento foi um dos mais brandos desde o Plano Real, mas ainda assim adicionou pressão sobre famílias vulneráveis, que já lidam com orçamentos apertados
Por outro lado, os custos de transporte, particularmente influenciados pelos combustíveis, subiram significativamente ao longo do ano, contribuindo para uma inflação acumulada de 4,44% Conforme destacou o levantamento do IBGE, a alta nos preços impactou diretamente os deslocamentos diários, tornando o acesso a serviços essenciais ainda mais custoso
| Categoria | Inflação 2025 |
|---|---|
| Energia Elétrica | 12,31% |
| Alimentos | 2,95% |
| Transporte | Acumulado de 4,44% |
Benefícios Concentrados na População de Maior Renda
A recuperação no setor formal de empregos em 2025 no Brasil favoreceu desproporcionalmente aqueles que já estavam financeiramente estáveis.
As estatísticas indicam uma criação de 1,28 milhão de empregos formais, mas esse crescimento beneficiou principalmente trabalhadores mais qualificados.
Isso deixou os mais pobres enfrentando a pressão da inflação nos itens essenciais, ampliando a desigualdade social.
Ao mesmo tempo, o crescimento na renda média real não foi distribuído de maneira equitativa, atenuando os benefícios para as classes mais baixas.
Consequentemente, uma melhoria superficial na taxa geral de emprego esconde um aumento na concentração de riqueza e oportunidades para aqueles já em vantagem, aprofundando assim as distorções no mercado de trabalho brasileiro.
Crédito Rotativo: Juros de 438% e Inadimplência de 64,7%
O crédito rotativo do cartão de crédito no Brasil alcançou níveis alarmantes em dezembro de 2025 com uma taxa de juros de 438% e uma inadimplência recorde de 64,7%, como apontado pelo Portal Agora no Vale.
Esses números revelam o cenário crítico em que encontram-se muitas famílias brasileiras que utilizam o cartão de crédito como extensão de sua renda mensal.
As consequências desse endividamento são profundas e preocupantes:
- Dificuldade de acesso a crédito futuro, já que credores consideram o histórico de inadimplência para novas concessões de crédito
- Comprometimento de parte significativa da renda mensal, que poderia ser destinada a outras necessidades essenciais como alimentação e saúde
- Impacto negativo na saúde mental, devido ao estresse e ansiedade gerados pela incapacidade de quitar dívidas crescentes, ampliando o ciclo de dificuldades financeiras
Perspectivas para 2026: PIB Desacelera e Possível Queda da Inadimplência
As projeções para 2026 indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2,3%, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.
Apesar desse crescimento, a desaceleração econômica pode gerar desafios decorrentes do potencial aumento do endividamento das famílias.
Atualmente, 76% das famílias brasileiras iniciam o ano com dívidas, conforme informações da E-Investidor.
Contudo, há expectativa de redução da inadimplência, se as famílias equilibram seus orçamentos.
As taxas de inadimplência podem diminuir se a renda continuar a subir e se os juros começarem a cair.
Especialistas argumentam que uma gestão melhorada das finanças pessoais pode impulsionar essa queda, mesmo diante do elevado estoque de dívidas contraídas a juros altos.
Aceditar no fortalecimento econômico é essencial para alinhar essas projeções a um cenário financeiro melhorado para as famílias brasileiras.
Em resumo, a situação da inadimplência rotativo é preocupante e reflete a fragilidade financeira de muitas famílias brasileiras.
O desafio será encontrar um equilíbrio orçamentário em meio às altas taxas de juros e à desigualdade na recuperação econômica.